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	<title>MEMÓRIA EMPRESARIAL &#8211; Storica</title>
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	<title>MEMÓRIA EMPRESARIAL &#8211; Storica</title>
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	<item>
		<title>200 anos da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Storica Livros Comemorativos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jun 2022 14:44:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[HISTÓRIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEMÓRIA EMPRESARIAL]]></category>
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					<description><![CDATA[A Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa comemora 200 anos em 2022. Não é todos os dias que instituições como esta atingem tal longevidade. A sessão comemorativa realizou-se ontem, dia 29 de junho, na Aula Magna da FMUL, e contou com convidados ilustres das áreas da medicina, da investigação, do ensino e da política, entre eles [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa comemora 200 anos em 2022. Não é todos os dias que instituições como esta atingem tal longevidade.</strong></p>
<p>A sessão comemorativa realizou-se ontem, dia 29 de junho, na Aula Magna da FMUL, e contou com convidados ilustres das áreas da medicina, da investigação, do ensino e da política, entre eles o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.<br />
Nesta sessão, além de se recordar os feitos e as figuras mais importantes da sua história, a Sociedade anunciou planos para o seu futuro, como o relançamento do seu Jornal (o mais antigo periódico médico português) e – o que nos deixou muito curiosos – a disponibilização para breve do seu arquivo e acervo patrimonial, cujo processo de inventariação e digitalização está prestes a ser concluído.</p>
<p>A Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa foi criada em 1822 por 21 médicos, cirurgiões e farmacêuticos com a divisa Pro incolumitate civium (‘Para a segurança dos cidadãos’). “A sua missão como fórum de discussão científica, órgão consultivo em saúde pública, no ensino médico, na qualidade e segurança de medicamentos e na atribuição de prémios de investigação é ainda atual, 200 anos depois da sua criação”, destacou Maria do Céu Machado, atual Presidente da SCMED.</p>
<p><strong>Fonte:</strong> https://www.medicina.ulisboa.pt/sociedade-das-ciencias-medicas-de-lisboa-comemora-200-anos-na-aula-magna-da-fmul</p>
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		<title>Vespa faz 75 anos; conheça a história da scooter mais adorada do mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Storica Livros Comemorativos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Apr 2021 09:16:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[HISTÓRIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEMÓRIA EMPRESARIAL]]></category>
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					<description><![CDATA[Fonte: andardemoto.pt Os modelos Primavera e GTS recebem um novo esquema cromático e acessórios, e vão estar disponíveis apenas durante 2021 &#160; A Piaggio registou a patente da Vespa a 23 de Abril de 1946. O modelo icónico já atravessou três quartos de século e, por isso, a casa de Pontedera decidiu assinalar a efeméride [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Fonte: andardemoto.pt</p>
<p><strong>Os modelos Primavera e GTS recebem um novo esquema cromático e acessórios, e vão estar disponíveis apenas durante 2021</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Piaggio registou a patente da Vespa a 23 de Abril de 1946. O modelo icónico já atravessou três quartos de século e, por isso, a casa de Pontedera decidiu assinalar a efeméride com uma edição especial.</p>
<p>Uma roupagem nova, que apenas vai estar disponível durante o ano de 2021, vai vestir os modelos Primavera, em todas as cilindradas disponíveis (50cc, 125cc e 150cc) e os modelos GTS também nas duas cilindradas disponíveis, 125 e 300cc.</p>
<p>Estes modelos vão-se distinguir pela sua pintura exclusiva metalizada, em amarelo “Giallo 75th”, com gráficos discretos relativos aos 75 anos da Vespa, nos painéis laterais e no guarda lamas frontal, em ton-sur-ton com tonalidades em voga nos anos 40 do século passado e que evocam a herança, o espírito inovador e o carismático design das Vespa. Por toda a moto podem ver-se apontamentos cromados que fazem brilhar ainda mais o conjunto.</p>
<p>Todas estas versões contam com um painel de instrumentos TFT a cores de 4,3 polegadas, compatível com o sistema de conectividade com o smartphone Vespa MIA.</p>
<p>O assento é revestido a nobuck cinzento, cor que se repete nas jantes. O porta-bagagens traseiro é também cromado, e acomoda um saco, também ele em nobuck aveludado, na mesma cor do assento. O saco possui um sistema de fixação rápida e uma alça para poder ser transportado ao ombro. Tem ainda uma capa impermeável.</p>
<p>Tal como todas as edições especiais da Vespa, a versão 75ª Aniversário tem uma placa identificadora no escudo frontal.</p>
<p>Para marcar ainda mais a exclusividade do modelo, cada Vespa de edição 75ª Aniversário faz-se acompanhar de um kit de boas-vindas, composto por um elegante lenço jacquard de seda com bainhas cozidas à mão, um dístico metálico vintage da Vespa, um livro de proprietário personalizado e uma coleção de oito postais com imagens da história da marca ao longo dos 75 anos.</p>
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		<title>Comemorações do 103º Aniversário da Batalha de La Lys, Dia do Combatente e 100º Aniversário da Fundação da Liga dos Combatentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Storica Livros Comemorativos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Apr 2021 08:31:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[HISTÓRIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEMÓRIA EMPRESARIAL]]></category>
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					<description><![CDATA[Fonte: defesa.gov.pt ​Tiveram lugar, esta sexta-feira, as cerimónias comemorativas do Dia do Combatente, do 103.º aniversário da Batalha de La Lys e do 100.º aniversário da fundação da Liga dos Combatentes (LC). Durante o período da manhã, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha, foi celebrada uma eucaristia em memória dos combatentes falecidos, pelo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Fonte: defesa.gov.pt</p>
<p>​Tiveram lugar, esta sexta-feira, as cerimónias comemorativas do Dia do Combatente, do 103.º aniversário da Batalha de La Lys e do 100.º aniversário da fundação da Liga dos Combatentes (LC).</p>
<p>Durante o período da manhã, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha, foi celebrada uma eucaristia em memória dos combatentes falecidos, pelo bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança, D. Rui Valério, seguindo-se a cerimónia militar evocativa, presidida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.</p>
<p>No decorrer do evento, que contou com a presença da Secretária de Estado de Recursos Humanos e Antigos Combatentes, Catarina Sarmento e Castro, e do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, Almirante Silva Ribeiro, entre outras entidades, foi ainda inaugurado um Memorial aos Combatentes Batalhenses e deposta uma coroa de flores pelo Presidente da República no Túmulo do Soldado Desconhecido, na Sala do Capítulo do Mosteiro.</p>
<p>Em declarações, Paulo Batista Santos, presidente do Município da Batalha, agradeceu a presença das entidades e afirmou ser “um dia muito importante&#8221;, não só pela inauguração do monumento, mas também pelo acolhimento da cerimónia dos 100 anos da Liga dos Combatentes.</p>
<p><strong>Liga dos Combatentes condecorada pelo Presidente da República</strong></p>
<p>O Presidente da República condecorou a Liga dos Combatentes, que assinala este ano o seu centenário, como Membro Honorário da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.</p>
<p>Durante a sessão solene comemorativa do Dia do Combatente e dos 100 anos da fundação da Liga dos Combatentes, que teve lugar durante a tarde na sede daquela instituição, em Lisboa, o Presidente da República afirmou ser “um dia cheio de significado, pois são prestadas duas homenagens: uma aos combatentes, sem os quais não havia Liga dos Combatentes e não havia Portugal; e outra à Liga dos Combatentes, hoje reconhecida com a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito&#8221;.</p>
<p>O evento contou ainda com a presença do Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-5203 size-full" src="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51106451450_5a0e1d81d4_h.jpeg" alt="" width="1600" height="1200" srcset="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51106451450_5a0e1d81d4_h.jpeg 1600w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51106451450_5a0e1d81d4_h-300x225.jpeg 300w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51106451450_5a0e1d81d4_h-1024x768.jpeg 1024w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51106451450_5a0e1d81d4_h-768x576.jpeg 768w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51106451450_5a0e1d81d4_h-1536x1152.jpeg 1536w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /></p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-5204 size-full" src="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51105676136_811bfa0e4c_h.jpeg" alt="" width="1600" height="1200" srcset="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51105676136_811bfa0e4c_h.jpeg 1600w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51105676136_811bfa0e4c_h-300x225.jpeg 300w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51105676136_811bfa0e4c_h-1024x768.jpeg 1024w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51105676136_811bfa0e4c_h-768x576.jpeg 768w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51105676136_811bfa0e4c_h-1536x1152.jpeg 1536w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /></p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-5205 size-full" src="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51105577243_eb03014922_h.jpeg" alt="" width="1600" height="1200" srcset="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51105577243_eb03014922_h.jpeg 1600w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51105577243_eb03014922_h-300x225.jpeg 300w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51105577243_eb03014922_h-1024x768.jpeg 1024w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51105577243_eb03014922_h-768x576.jpeg 768w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51105577243_eb03014922_h-1536x1152.jpeg 1536w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /></p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-5206 size-full" src="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51105416429_bd7e427335_h.jpeg" alt="" width="1600" height="1200" srcset="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51105416429_bd7e427335_h.jpeg 1600w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51105416429_bd7e427335_h-300x225.jpeg 300w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51105416429_bd7e427335_h-1024x768.jpeg 1024w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51105416429_bd7e427335_h-768x576.jpeg 768w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/04/51105416429_bd7e427335_h-1536x1152.jpeg 1536w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Escadaria da Lello muda de cor para assinalar aniversário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Storica Livros Comemorativos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Mar 2021 11:18:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[HISTÓRIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEMÓRIA EMPRESARIAL]]></category>
		<category><![CDATA[STORYTELLING]]></category>
		<category><![CDATA[aniversario]]></category>
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					<description><![CDATA[Fonte: Diário de Notícias São 115 anos de história e de histórias que são assinaladas de forma arrojada e com um forte simbolismo à mistura. A icónica escadaria da Livraria Lello, no Porto, mudou de cor, deixando o vermelho para se assumir em cinza e amarelo. &#8220;Esta alteração é um grito de força. Todos os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Fonte: Diário de Notícias</p>
<p>São 115 anos de história e de histórias que são assinaladas de forma arrojada e com um forte simbolismo à mistura.</p>
<p>A icónica escadaria da Livraria Lello, no Porto, mudou de cor, deixando o vermelho para se assumir em cinza e amarelo. &#8220;Esta alteração é um grito de força. Todos os anos inauguramos uma instalação artística. Neste ano, pensámos na nossa icónica escadaria e decidimos mudar a cor, com alguma audácia. Tinha de ser algo impactante, mas também com as cores de 2021 [cinza e amarelo], da Pantone. O cinza simboliza e representa a resiliência e a segurança, e o amarelo a luminosidade, o otimismo e a esperança. Era precisamente a mensagem que queríamos transmitir neste aniversário&#8221;, explica ao DN Aurora Pedro Pinto, presidente do conselho de administração da Livraria Lello.</p>
<p>A escadaria deixou a sua cor castanha original em 1993, passando ao vermelho. Contudo, esta alteração &#8220;bicolor&#8221; não será definitiva e o vermelho regressará em abril. A direção da Cultura do Norte aprovou a mudança, feita com todos os cuidados para evitar danos na estrutura. &#8220;A escadaria teve de ser decapada para voltar à cor de origem, ao ponto zero. Foram tiradas 17 camadas de tinta, desde o original castanho ao tom de branco que teve de ser usado para passar a vermelho.</p>
<p>A empresa N Restauros conseguiu fazê-lo com uma técnica a <em>laser</em>, por forma a garantir a ausência de danos na estrutura&#8221;, conta a responsável.</p>
<p><strong>A Livraria Lello teve, por isso, de fechar portas por um período de nove dias e, após 160 horas de trabalho de restauro, a escadaria &#8220;arrojada&#8221; será inaugurada às 10.00, ao som da música <em>Over the Rainbow</em>, do <em>Feiticeiro de Oz</em>, interpretada por Marisa Liz. A cerimónia terá transmissão online em direto.</strong></p>
<p>Para assinalar o aniversário, a Livraria Lello apostou também num projeto paralelo, com iniciativas de &#8220;defesa da causa do livro&#8221;. &#8220;Tudo começou quando fomos contactados pela Coimbra Editora, que faliu em 2020, porque tinham pena que o espólio deles fosse retalhado e pediram-nos para ficarmos com ele&#8221;, conta Aurora Pedro Pinto.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-5179 size-full" src="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/27.jpeg" alt="" width="1080" height="1080" srcset="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/27.jpeg 1080w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/27-300x300.jpeg 300w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/27-1024x1024.jpeg 1024w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/27-150x150.jpeg 150w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/27-768x768.jpeg 768w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/27-720x720.jpeg 720w" sizes="(max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /></p>
<p>A preocupação pela situação económica das livrarias e editoras já tinha levado a responsável a escrever uma carta aberta ao governo, no passado mês de dezembro, para explicar as dificuldades do setor em tempo de pandemia. &#8220;As livrarias são as guardiãs dos livros. São fundamentais para a passagem de conhecimento. É o bilhete de identidade da humanidade. A importância do livro e das livrarias é enorme. Tínhamos de tentar ajudar e assumimos um papel mais forte na defesa do livro&#8221;, sublinha. Uma pequena parte do espólio da Coimbra Editora estará, a partir de hoje, em exposição na Livraria Lello. Para dar ênfase à importância da editora na história da literatura <a class="ngx-body-text-entity" href="https://www.dn.pt/entidade/etc/portuguesa.html" target="_blank" rel="noopener">portuguesa</a>, será o funcionário &#8220;mais antigo&#8221; da editora a abrir as portas da Lello no dia de aniversário.</p>
<p><strong>Em exposição estará também o Livro D&#8217;Honra da Lello, que data de 1906 e foi utilizado pela primeira vez na cerimónia de inauguração. O Livro D&#8221;Honra está assinado por inúmeras personalidades da época e outras mais contemporâneas, como o pintor Joan Miró.</strong></p>
<p>Também hoje, em dia de aniversário, será feito o anúncio oficial da aceitação por parte do arquiteto Siza Vieira do Projeto 148, relativo à requalificação e transformação do edifício contíguo à Livraria Lello. O local passará a ser um espaço de cultura, ligado à <a class="ngx-body-text-entity" href="https://www.dn.pt/entidade/local/lello.html" target="_blank" rel="noopener">Lello</a>, mas &#8220;com uma vida própria e um ADN próprio&#8221;. &#8220;Trata-se de um projeto que vai alicerçar o futuro e a expansão da Lello&#8221;, explica Aurora Pedro Pinto.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-5178 size-full" src="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/image.jpeg" alt="" width="1400" height="933" srcset="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/image.jpeg 1400w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/image-300x200.jpeg 300w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/image-1024x682.jpeg 1024w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/image-768x512.jpeg 768w" sizes="(max-width: 1400px) 100vw, 1400px" /></p>
<h2>1906 trufas em bolo de aniversário</h2>
<p><strong>Coube à Chocolataria Equador a confeção do bolo de aniversário, composto por 1906 trufas (a simbolizar o ano da fundação). Cada convidado receberá uma trufa, ao som dos parabéns cantados por Marisa Liz. 115 é também o número de livros oferecidos aos primeiros visitantes de hoje, que terão direito a um exemplar do <em>Feiticeiro de Oz</em>, a temática deste aniversário</strong>. A todos os que pela Lello passarem no decorrer do dia de hoje será dado um postal de recordação com a escadaria cinza e amarela.</p>
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		<title>Mulheres que comandam impérios em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Storica Livros Comemorativos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Mar 2021 10:18:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[por ALEXANDRA TAVARES TELES &#8211; 08/03/2021 &#8211; Notícias Magazine Cláudia Azevedo, Paula Amorim e Maria Cândida herdaram um negócio e tradição familiares. Isabel Vaz abandonou a engenharia, apaixonada pela gestão, e Isabel Mota cedo escolheu os números. Cinco vidas, de gerações diferentes, marcadas pela figura paterna, conscientes do poder que detêm &#8211; o de comandar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-author-name">por ALEXANDRA TAVARES TELES &#8211; <time class="entry-date updated td-module-date" datetime="2021-03-08T14:31:29+00:00">08/03/2021 &#8211; Notícias Magazine</time></div>
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<p>Cláudia Azevedo, Paula Amorim e Maria Cândida herdaram um negócio e tradição familiares. Isabel Vaz abandonou a engenharia, apaixonada pela gestão, e Isabel Mota cedo escolheu os números. Cinco vidas, de gerações diferentes, marcadas pela figura paterna, conscientes do poder que detêm &#8211; o de comandar pessoas, de moldar a agenda nacional, de interferir na economia e no destino de muitos portugueses. Cinco das mulheres mais poderosas de Portugal, segundo a “Forbes”. Negociadoras duras, avessas a meias-palavras. Exceções num Mundo sem paridade. Basta dizer isto: na Bolsa, apenas pontuam duas: as líderes dos grupos Sonae e Amorim.</p>
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<p>Paula Amorim gosta de lembrar a frase dita pelo estilista Tom Ford quando escolheu o Grupo Amorim para acionista e membro do Conselho de Administração da Tom Ford Internacional: “Alguém que espera nove anos para ter cortiça é o parceiro certo”. Perseverança e visão a longo prazo são, para a mulher mais rica de Portugal, os traços fortes de um percurso de 150 anos, com a cortiça na génese. Uma história contada pelo Mundo, do cais de Gaia (1870) ao Grand Canyon: “Até naquele lugar recôndito, num piquenique de família, ao abrir uma garrafa de espumante americano, encontrei a rolha Amorim”.</p>
<p>Do pai herdou “esse orgulho” e a liderança de um dos maiores grupos empresarias, legado com evidentes privilégios, mas enormes custos de comparação. Américo Amorim era um negociador duro, um homem de instinto certeiro, matriz patriarcal que a filha mais velha não pode ignorar. Apresenta-se por isso determinada, poderosa, decidida, contrapondo ao abandono precoce da formação académica o instinto apurado. “Só quem a conhece de perto, vê melhor a sua sensibilidade, às vezes, até a sua timidez”, diz o jurista António Lobo Xavier.</p>
<p>Líder do grupo que detém a fortuna Amorim e chairman da Galp Energia desde outubro de 2016, Paula fez caminho próprio no setor do luxo e da moda, com a Amorim Luxury (Fashion Clinic, e a marca JNcQUOI). Comanda um império de três mil milhões de euros.</p>
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<p>Cláudia Azevedo, Paula Amorim e Maria Cândida herdaram um negócio e tradição familiares. Isabel Vaz abandonou a engenharia, apaixonada pela gestão, e Isabel Mota cedo escolheu os números. Cinco vidas, de gerações diferentes, marcadas pela figura paterna, conscientes do poder que detêm &#8211; o de comandar pessoas, de moldar a agenda nacional, de interferir na economia e no destino de muitos portugueses. Cinco das mulheres mais poderosas de Portugal, segundo a “Forbes”. Negociadoras duras, avessas a meias-palavras. Exceções num Mundo sem paridade. Basta dizer isto: na Bolsa, apenas pontuam duas: as líderes dos grupos Sonae e Amorim.</p>
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<p>“Sou persistente, resiliente, calma e audaz.” Definir estratégias, é um prazer. Dinheiro, “um meio para o negócio”. Luxo? Tempo.</p>
<p>Tinha 15 anos (1985) quando o pai abriu o primeiro hipermercado. Vinte, quando lançou o jornal “Público”. Trinta, quando a Sonaecom foi admitida na Bolsa de Lisboa. Entrou nos 40 a celebrar meio século da marca e aos 50 era já presidente executiva da multinacional. A Sonae está em 90 países, tem mais de 50 mil funcionários – é o maior empregador privado português -, 20 mil acionistas, receitas de 5,7 mil milhões de euros em 2017.</p>
<p>Cláudia Azevedo, a herdeira discreta desse império, é capaz de deixar claro, numa frase, ao que vai. Resoluta, não faz nada ao acaso. Nem quando defende projetos que o senso prático poderia já ter condenado, como é o caso do “Público”, o jornal que lhe deve, nestes anos de crise, a sobrevivência.</p>
<p>Nasceu em 1970, no Porto. Um ano mais velha do que Paula Amorim, Azevedo, portista ‘doente’, empenhou-se numa preparação académica cuidada. Entrou na Sonae aos 24 anos provando saber fazer a ponte, nas áreas da Comunicação, Publicidade e Marketing, entre o mundo novo e pouco convencional da tecnologia, tal como se apresentava no início do século, com a organização conservadora da marca.</p>
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<h3><strong>Poder e discrição</strong></h3>
<p>Não é fácil encontrar quem se disponha a descrever a gestora. Vários amigos afirmaram “não ser oportuno”. Quando se trata da presidente da Sonae, nunca é. Sabe-se, porém, que convive melhor com decisões cortantes, por muito impacto que tenham em vidas reais, do que Paulo, o irmão a quem sucedeu. E que é também menos frugal. Cláudia aprecia gastronomia sofisticada, vinhos de excelência, uma gargalhada. Em “petit comité”, revela a ironia, o humor negro, adere à conversa fútil, à má-língua divertida. Convívios que se estendem pela madrugada, com amigos que gosta de receber em família.</p>
<p>É este o quadro intimista – com o marido e dois filhos, Lucas de 17 anos e Margarida de 13 – sempre preservado, que os amigos temem revelar. O gestor Pedro Moreira da Silva é um dos poucos que arrisca uma breve declaração: “É uma pessoa tenaz, tal como o pai era. E muito pragmática”. O designer de interiores José Pedro Lopes Vieira completa: “Muito observadora, muito rápida e eficaz na avaliação. Sabe exatamente o que quer e o que não quer. Tem um gosto clássico, inglês, confortável, que mistura com alguma contemporaneidade”.</p>
<p>Classicismo mesclado de contemporaneidade é o retrato de Maria Cândida Rocha e Silva. A presidente do Banco Carregosa fala-nos de casa, na Foz, sentada defronte ao mar. “Está um dia lindo, no Porto”, conta em conversa telefónica, o contacto possível em dias de confinamento.</p>
<p>“A casa fala com ela e dela”, diz a economista Fátima Sousa Pereira, amiga antiga. “Gosto muito da minha casa. Tem apenas as coisas de que gosto e que me alegram, sem ser ostensiva. Vivo-as muito.”</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-5119 size-full" src="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/7.jpeg" alt="" width="768" height="512" srcset="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/7.jpeg 768w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/7-300x200.jpeg 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></p>
<p><em>Maria Cândida Rocha e Silva, presidente do Banco Carregosa, foi a primeira corretora da Bolsa portuguesa</em><br />
<em>(Foto: Rita Caldeira Salgado/DR)</em></p>
<p>O pequeno-almoço é um momento feliz. A maçã madura, as torradas com queijo, um café, saboreados devagar. O almoço diário com uma das duas filhas, “outra delícia”. Pela companhia, pela “comida simples, mas muito bem-feita”.</p>
<p>Aos 77 anos, Maria Cândida Rocha e Silva constrói os dias assim, “com serenidade”. Gosta de teatro, de poesia, e só a pandemia a afasta de acompanhar a temporada de ópera em Verona, liturgia praticada há três décadas, a que já aderiram os netos.</p>
<p>Nasceu em Vila do Conde. Em 1944, a terra de pescadores, “muito atrasada e preconceituosa”, dividida em castas, contrastava com a rapariga “cheia de humor e sentido crítico, fascinada por desafios, sem paciência para a estupidez, o atraso, o atavismo”, recorda Joaquim Sousa Pereira, amigo de infância.</p>
<p>Com 30 anos, de regresso ao Porto depois de uma estadia em África, Maria Cândida trocou a Filologia Românica por uma carreira sustentada no negócio paterno, a L.J. Carregosa, instituição portuense de câmbios fundada em 1833, com sede na Rua das Flores. Aos 36, tornou-se a primeira corretora oficial na Bolsa portuguesa, “vivendo intensamente o mundo financeiro da década de 80” com uma carteira de clientes que não andavam a brincar – Belmiro de Azevedo era um deles.</p>
<p>Primeira e única portuguesa fundadora de um banco – o Carregosa – fez crescer a marca ao longo de 50 anos, com créditos reconhecidos e prémios na área do empreendedorismo e excelência profissional (”Embaixadora do Empreendedorismo Feminino”, entregue em 2010 pela Comissão Europeia).</p>
<p>Polida, mas assertiva, a simpatia não a impede de cortar a direito. Muito discreta e reservada, muito direta e exigente, dizem os colaboradores. “Não a queiram ver zangada”, avisa o amigo de infância.</p>
<p>O dinheiro é um bom servo em um mau senhor, gosta de afirmar. “Acredito que vejam em mim uma pessoa poderosa porque sou o rosto de um banco. Não me importo que as pessoas saibam que tenho esse poder, mas não gosto de o usar.”</p>
<p>Divorciada, vive com o irmão. “A família, o banco, os amigos e os prazeres culturais preenchem os dias da banqueira. “Poder ter os meus à minha volta, e ver os netos crescerem com valores, traz-me muita alegria ao coração.”</p>
<h3><strong>A arte de negociar</strong></h3>
<p>Em Lisboa, a presidente da Fundação Calouste Gulbenkian está sentada à mesa que junta em almoços de domingo a numerosa família: patriarcas, quatro filhos e 11 netos. Ao telefone, uma voz muito jovial. “Sabe que a mais velha já tem 20 anos?”, pergunta Isabel Mota.</p>
<p>Almoços “muito engraçados, em que se discutem muitos assuntos, política, inclusivamente, sendo que há para todos os gostos, da Direita à Esquerda”. E muita algazarra: “Mais parecemos uma família italiana”.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-5120 size-full" src="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/8.jpeg" alt="" width="768" height="514" srcset="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/8.jpeg 768w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/8-300x201.jpeg 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></p>
<p><em>Isabel Mota preside a uma das maiores e mais influentes instituições do país, a Fundação Calouste Gulbenkian</em><br />
<em>(Foto: João Henriques/DR)</em></p>
<p>Solta a gargalhada célebre, por ser tão contagiante e frequente.</p>
<p>– Quem cozinha para essa gente toda?</p>
<p>– Olhe, eu é que não sou.</p>
<p>Nova gargalhada. Os filhos sorriem quando a ouvem dizer que em tempos era ela quem cozinhava. “Isso é ficção, mãe.”</p>
<p>Pede desculpa pelo telefonema atrasado. “Nunca ando a horas e sou muito impaciente. Dois grandes defeitos.”</p>
<p>Impaciência conjuga mal com o perfil de estratega eficaz, reconhecido depois de arcar com a responsabilidade da negociação dos fundos estruturais e de coesão com a União Europeia nos anos 1980, no Governo de Cavaco Silva. “Apesar de impaciente e também muito emotiva”, explica, “há dois pontos essenciais que nunca perco de vista numa negociação: o objetivo que é suposto atingir e o respeito pela outra parte. Não pode nunca ser humilhada”.</p>
<p>Nascida em 1951, Isabel Mota tinha cinco anos quando o Estado português aprovou os estatutos da Fundação Gulbenkian. Seis décadas depois, é líder de uma das maiores e mais influentes instituições do país. “Muito prestigiada, com um papel único em Portugal e figuras de prestígio na presidência. É um lugar de peso. Acho que são essas as razões por que poderão ver-me como uma mulher poderosa.”</p>
<h3><strong>A importância da lealdade</strong></h3>
<p>Isabel Mota conhece bem o grupo Luz Saúde. Nele trabalha Francisco, um dos dois filhos que escolheram a gestão hospitalar. Avaliado em 550 milhões de euros, o Luz Saúde tem 15 mil funcionários, 30 unidades hospitalares, 590 milhões de euros em volume de faturação (dados de 2019). E tem Isabel Vaz, a gestora que já recusou um convite para ministra com a mesma certeza que a levou a desistiu da engenharia. “Não tenho esse chamamento. Sou uma operacional sem queda para os jogos políticos. Não é da minha natureza, seria um alvo político muito fácil.” Define-se como um “espírito inquieto, insatisfeito, sempre a sonhar coisas”. Por isso, “o poder não me serve para mandar nos outros, mas para fazer. E só para isso”.</p>
<p>Convicta, não é fácil conseguir que mude de opinião. “É extremamente assertiva, muito opinativa, com gosto em afirmar as suas posições, o que leva a episódios engraçados de tensões positivas”, realça Filipe de Botton, que conhece Isabel há mais de 20 anos, acrescentando: “Ou nos pomos a pau ou ela ganha rapidamente ascendente. No debate intelectual, é tremenda. Pode ser agressiva, muito forte nos argumentos, roubando espaço à parte contrária”.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-5121 size-full" src="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/9.jpeg" alt="" width="768" height="512" srcset="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/9.jpeg 768w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/9-300x200.jpeg 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></p>
<p><em>Isabel Vaz está à frente do Luz Saúde, que conta 30 unidades hospitalares, 15 mil funcionários e 590 milhões de euros em volume de faturação</em><br />
<em>(Foto: Frederico Martins/DR)</em></p>
<p>Não é raro tratar desconhecidos por tu. Vê-la desconcertar interlocutores com anedotas picantes. “Nela não fica mal. Ela pode. É muito divertido ver a cara das pessoas. Ficam entre o envergonhado e o espantado.”</p>
<p>Fisicamente, Isabel descreve-se “pequenina e de olhos expressivos. Com um body language poderoso. É difícil as pessoas não perceberem o que estou a apensar”. Nada que a preocupe.</p>
<p>Zanga-se com “o desmazelo argumentativo”. Quer distância de “trapalhões e de gente impreparada”. Procura o detalhe com obsessão e reconhece o constrangimento que a assertividade com que defende as ideias pode provocar em colaboradores.</p>
<p>Em quase duas horas de conversa telefónica recorreu com frequência a duas palavras: tolerância e lealdade. “Cresci em Setúbal, tive amigos muito ricos e amigos muito pobres, amigos do CDS e amigos comunistas. Por isso, sou tolerante e profundamente democrata.” As picardias com o Bloco de Esquerda maçam, mas não a moem.</p>
<p>A traição, sim. “Competência é um valor fundamental, mas não chega. Já prescindi de competência por verificar que faltava caráter. Nesta casa, se alguém pensa que sobe traindo outra pessoa está enganada. É a forma de não subir nunca.”</p>
<p>A viragem do século foi decisiva na vida profissional da gestora. A convite de Ricardo Salgado iniciou a criação do então Espírito Santo Saúde. Pedra a pedra. Comandou a operação que levou a empresa para a Bolsa e manteve a liderança depois de os chineses da Fosun comprarem o grupo. Pelo meio, viveu dias “terríveis” com a queda do BES e o colapso de Ricardo Salgado. “Que desilusão. Olho para isso com uma profunda tristeza. Quando aconteceu, entrei em modo sobrevivência. Em defesa da empresa e dos trabalhadores. Foram os piores dias da minha vida profissional.” Branquinho da Fonseca, membro do Conselho de Administração, testemunhou o processo: “Nos grandes problemas, a Isabel reage de forma muito fria, muito ponderada, muito refletida”.</p>
<p>De regresso a Isabel Mota. “Nunca programei a minha vida”, confessa. Porém, dois convites marcam o seu percurso profissional: o de Valente de Oliveira, nos anos 1980, para secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, e o de Rui Villar, em 1996, para uma direção da Gulbenkian.</p>
<p>“A Isabel é uma grande negociadora”, começa por dizer Valente de Oliveira. “Estuda muito bem os processos, tem uma grande intuição e uma qualidade fundamental: firmeza. Sabe o que quer negociar e não perde o objetivo.”<br />
Alexandre Relvas pertenceu ao mesmo Governo. “Recordo que não é nada fácil negociar com a Isabel. Reuniões tensas a tal ponto que no dia seguinte lhe enviava uma caixa de chocolates.”</p>
<p>Rui Vilar lembra a “inteligência, a enorme capacidade de empatia. “Quando esteve na Direção de Recursos Humanos, teve de lidar com alguns cortes e negociou com os colaboradores conciliando todos os interesses, mantendo a paz social.”</p>
<h3><strong>“Paizite” aguda</strong></h3>
<p>“O pai foi tão importante. Quando fui nomeada corretora oficial da Bolsa, tinha para mim uma casa de 1833, com nome honrado na praça. O meu pai já me tinha introduzido no meio do mercado dos capitais. Para que pudesse aprender com ele. A minha mãe dizia que sofro de ‘paizite’ aguda”, conta Maria Cândida. “Estarei à altura?, perguntou-se há muitos anos. “Hoje, diria ao meu pai que mereci o que me deixou. Que não estraguei, melhorei. Que aproveitei tudo.”</p>
<p>Paula tem em Américo Amorim “a maior influência pessoal”. Procura em si “o lado irreverente, audaz”, que conheceu no pai. “Vêm dele os valores que estou a transmitir aos meus filhos.” Porém, bateu-lhe o pé.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-5122 size-full" src="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/10.jpeg" alt="" width="768" height="516" srcset="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/10.jpeg 768w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/10-300x202.jpeg 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></p>
<p><em>Paula Amorim comanda o grupo que detém a fortuna Amorim (três mil milhões de euros) e é chairman da Galp Energia</em><br />
<em>(Foto: Frederico Martins/DR)</em></p>
<div class="the-content">
<p>Apesar de ter sido eleita, quis provar ao pai que podia virar-se sozinha e comprou a Fashion Clinic. Acha que se preocupou? Entendeu que devia afirmar-se e o pai reconheceu-lhe autonomia. Este é um traço de liderança importante”, observa José Luís Arnaut, amigo próximo. Tal como o pai, “não tem medo da sombra nem gosta da graxa. Na empresa tem distribuído jogo porque é segura de si”. Mais velha das três filhas, ouvia a mãe dizer: “Tivemos sorte, se fosse um rapaz ou era igual a ele ou seria a pessoa mais infeliz do Mundo”.</p>
<p>Belmiro de Azevedo foi pai de dois rapazes. Mas nem por isso esqueceu a benjamim. “Ouviu muito o pai, e tomou boa nota das coisas boas que ele ensinou; e embora o adorasse, foi sempre capaz de uma visão crítica e de separar o que nele havia de bom e mau”, assinala quem assistiu à relação. A única filha de Belmiro é provavelmente a mais parecida com o pai.</p>
<p>Também Isabel Mota reconhece em si o progenitor. Filha de um oficial da Marinha de Guerra, “exigente e rigoroso”, herdou dele “os sentidos do rigor e da responsabilidade”. “Isabelinha, contrapunha a minha mãe, não trabalhes tanto. Há mais coisas na vida. Sempre tentei equilibrar os dois ensinamentos.”</p>
<h3><strong>Mães e avós</strong></h3>
<p>Uma certeza precoce, a de que gostaria de ter uma família grande. Aluna brilhante, começou a namorar com o futuro marido aos 15 anos. “O Rui tem uma importância extraordinária na vida da Isabel”, salienta Rui Villar. “É um homem à frente do seu tempo”, adiciona Isabel Mota.</p>
<p>Pessoalmente, dois marcos incontornáveis, tão felizes, quanto dramáticos: “A constituição da minha família e o acidente de um dos meus filhos, um pedregulho brutal que me caiu em cima, medo que de vez em quando ainda me assalta”.</p>
<p>Isabel Vaz aprendeu com o pai “a amar a vida de hospital”. Filha de um médico do Serviço Nacional de Saúde, a gestora cresceu e foi precocemente marcada pelo ambiente dos médicos, dos doentes, das doenças. “Tive a felicidade de ver o meu pai visitar o Hospital da Luz, em 2007. Foi uma imensa alegria para mim.”</p>
<p>A maternidade aos 49 anos de Paula Amorim é um caso “de muita determinação e, sobretudo, de muito amor”, diz a prima Cristina Amorim. “Julgo que, de todos nós, só a Paula teria esta coragem e esta determinação. Um recomeçar com mais maturidade, experiência, estabilidade; com enorme apoio dos filhos Rui e Francisca, do marido, da mãe – crucial para a Paula – e, obviamente, da família e amigos.”</p>
<p>Pessoalmente, “longe de se assumir supermulher sem fragilidades, é amiga, doce e sensível, sabe ouvir e sabe perceber os outros, e não procura disfarçar as suas angústias”, considera Lobo Xavier. José Luís Arnaut está feliz pela amiga: “Com o Miguel (Bleck Guedes de Sousa), a Paula desfruta da vida. A determinação em ter esta bebé prova isso mesmo”.</p>
<p>Rui Moreira conhece Paula Amorim há 30 anos. “Sendo que já na altura era muito rica e com um pai muito poderoso, recordo uma pessoa muito simples, de relacionamento fácil. Muito cuidadosa com o pai e com a mãe, uma relação espantosa.” E o autarca do Porto acrescenta: “Quando estamos com ela, nunca pensamos que estamos coma mulher mais rica de Portugal”.</p>
<p>Isabel Vaz, a brincar a brincar, vai dizendo que gostava de ser avó. Os amigos têm dela uma imagem que em nada se coaduna a esse papel. “Daqui a dez anos vejo-a a gerir o seu próprio negócio, com a força de sempre. Merece”, vaticina Filipe de Botton.</p>
<p>O mandato de Isabel Mota na Gulbenkian termina dentro de um ano. Rui Vilar e Valente de Oliveira veem na amiga um nome a ter sempre em conta. “É uma senadora da nação.”</p>
<p>Gargalhada. “Sou nada.” Já a Gulbenkian, frisa, “é mais do que a soma das partes”. Por isso, gostava de deixar “uma marca” na inovação social. “Talvez depois me reforme”. Se assim for, tem uma única certeza: “Nunca mais comprarei um blazer”.</p>
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		<title>Empresas que inovam há mais de cem anos</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2021 09:54:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[por SARA SOFIA GONÇALVES &#8211; 25/02/2021 &#8211; Notícias Magazine São empresas centenárias cujos produtos beneficiam do capital de confiança que a longevidade ajuda a sedimentar. Mas o segredo do sucesso não passa apenas pelas raízes históricas. Investem na inovação e fazem da qualidade a marca de água. Nasceram no início do século passado ou até antes. [&#8230;]]]></description>
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<div class="post-author-name">por <a href="https://www.noticiasmagazine.pt/autor/?a=sara-sofia-goncalves" target="_blank" rel="noopener">SARA SOFIA GONÇALVES</a> &#8211; <time class="entry-date updated td-module-date" datetime="2021-02-25T09:00:36+00:00">25/02/2021 &#8211; Notícias Magazine</time></div>
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<p>São empresas centenárias cujos produtos beneficiam do capital de confiança que a longevidade ajuda a sedimentar. Mas o segredo do sucesso não passa apenas pelas raízes históricas. Investem na inovação e fazem da qualidade a marca de água.</p>
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<div class="the-content">
<p>Nasceram no início do século passado ou até antes. Sobreviveram a guerras mundiais, suportaram a ditadura, comemoraram a liberdade e a entrada na Comunidade Económica Europeia. Sofreram crises várias até chegarem à atual pandemia. Marcos históricos que ajudaram a construir a relação de confiança que as marcas centenárias têm com os consumidores. A par da longevidade, a inovação e a qualidade são os pilares destas marcas com mais de cem anos.</p>
<p>“Pela sua longevidade, as marcas têm aceitação e credibilidade por parte do consumidor”, garante o diretor de Comunicação da Sociedade Central de Cervejas, atual detentora das águas Luso e Castello. São marcas centenárias e têm uma responsabilidade para com as famílias portuguesas, que confiam na qualidade contínua, sublinha Nuno Pinto Magalhães.</p>
<p>A Luso tem origem na Sociedade para o Melhoramento dos Banhos de Luso, criada em 1852. Passados 42 anos, é vendida a primeira Água Termal de Luso. A Castello aparece e m 1899. São águas naturais, sem manipulação, cuja qualidade assenta na preservação dos ecossistemas das fontes de água – fundamental também para manter a confiança dos consumidores.</p>
<p>Para a Claus Porto, a longevidade significa ter “a confiança de uma marca com solidez histórica, para dar força aos mais jovens que estão na empresa”, nota Francisco Neto. A qualidade, destacada por todas as marcas centenárias, é o pilar da Claus Porto, conta o diretor executivo da Ach.Brito. “É a segurança de saber que se compra um produto superior, fiável com as expectativas.”</p>
<p>A Claus nasce em 1887, no Porto, pela mão de dois alemães que, na I Guerra Mundial, decidem sair de Portugal. O contabilista da empresa, Achiles de Brito, decide criar o seu próprio negócio, a Ach.Brito, e compra a Claus, fundindo as duas marcas em 1918. A Claus tem um caráter mais internacional e a Ach.Brito uma componente nacional, sendo responsável por clássicos como o sabonete Patti ou Musgo, produtos que dispensam o rótulo da marca. Além de se focar na excelência dos produtos, a Claus procura inovação constante. “Não podemos ter produtos excecionais que são sempre os mesmos”, elucida Francisco Neto.</p>
<h3><strong>Pioneira nas conservas de atum</strong></h3>
<p>A Ramirez, nascida em 1853 no Algarve, orgulha-se da história de inovação que traçou, tendo sido a primeira fábrica de atum em lata a nível mundial. As embalagens de conserva retangulares típicas de Portugal, que por todo o Globo costumam ser redondas, são criação da conserveira localizada hoje em Lavra, Matosinhos). O bacalhau enlatado é outro exemplo de inovação. “Temos uma fiabilidade única no Mundo junto dos nossos clientes”, salienta Manuel Marques Ramirez, atualmente na administração, lembrando que a primeira lata fabricada tinha apenas logótipo, sem nome, e conquistou o seu espaço e fama no mercado, apenas com a confiança no produto.</p>
<p>A Barral assenta a sua posição no mercado nas mesmas premissas. “Conseguimos captar a confiança dos portugueses pela qualidade e agora mantemo-lo com inovação”, resume Renata Pontes. A gestora de produto da empresa assegura que a eficácia é a chave para a qualidade, pois “se a marca não entregar os resultados que promete, nunca será de confiança”, esclarece.</p>
<h3><strong>Fórmula do creme original inalterada</strong></h3>
<p>A marca de cremes nasceu numa farmácia, em Lisboa, em 1835, pela mão dos irmãos Barral. Em 2002, foi adquirida à família originalmente proprietária pela Angelini Pharma. Apesar de agora pertencer a uma empresa italiana, a Barral continua a ser portuguesa, pois o fabrico dos produtos mantém-se em território nacional. A importância das raízes está assente na formulação do seu produto original, ainda o principal da gama, e que se mantém, depois de 186 anos, inalterada.</p>
<p>“O segredo da confiança é não enganar os clientes”, vinca Henrique Barros, da Valadares, empresa nascida em 1921 em Vila Nova de Gaia, onde ainda hoje se situa. Ter uma história de grande experiência e conhecimento na arte em que se insere é, para o diretor executivo da Valadares, a grande mais-valia. Apesar de ao longo dos anos ter passado por diversas mãos, a marca manteve o foco nas cerâmicas e especializou-se em sanitário de média a alta gama. Qualidade, excecionalidade e conhecimento são os pilares da Valares, enumera Henrique Barros.</p>
<p>Apesar de as raízes serem uma das chaves apontadas por todas as marcas, apenas a Ramirez está nas mãos originais, ao fim de 168 anos. Para a conserveira, as origens tornam a marca especial. “Cada geração aporta novas valências e conhecimento, mantendo a base e os valores”, realça Manuel Marques Ramirez. No caso da Ach.Brito, apesar de o leme da empresa não estar na família original, Aquiles de Brito, bisneto do fundador, é administrador não executivo e “faz a ligação à essência”, frisa Francisco Neto.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-5111 size-full" src="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/2.jpeg" alt="" width="768" height="512" srcset="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/2.jpeg 768w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/2-300x200.jpeg 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></p>
<figure id="attachment_260360" class="wp-caption aligncenter"><figcaption class="wp-caption-text">Uma das primeiras linhas de produção da Claus Porto, criada na Invicta em 1887</figcaption></figure>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-5112 size-full" src="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/3.jpeg" alt="" width="768" height="510" srcset="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/3.jpeg 768w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/3-300x199.jpeg 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></p>
<figure id="attachment_260361" class="wp-caption aligncenter"><figcaption class="wp-caption-text">Fachada da empresa e frota automóvel da Água de Luso em 1965</figcaption></figure>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-5113 size-full" src="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/4.jpeg" alt="" width="768" height="516" srcset="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/4.jpeg 768w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/4-300x202.jpeg 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></p>
<figure id="attachment_260362" class="wp-caption aligncenter"><figcaption class="wp-caption-text">Fábrica das conservas Ramirez em Olhão, entretanto fechada, nos anos 1920</figcaption></figure>
</div>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-5114 size-full" src="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/5.jpeg" alt="" width="768" height="512" srcset="https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/5.jpeg 768w, https://storica.pt/wp-content/uploads/2021/03/5-300x200.jpeg 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></p>
<div class="the-content">
<figure id="attachment_260363" class="wp-caption aligncenter"><figcaption class="wp-caption-text">Fábrica da Valadares, em Gaia, já especializada na produção de sanitário, entre 1960 e 1970</figcaption></figure>
</div>
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		<title>Sampedro, a mais antiga empresa de têxteis lar em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Storica Livros Comemorativos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jan 2021 13:30:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEMÓRIA EMPRESARIAL]]></category>
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					<description><![CDATA[A Sampedro é, nos dias de hoje, a mais antiga empresa de têxteis lar em Portugal, uma referência na produção têxtil a nível nacional e reconhecida como uma marca de confiança nos mercados internacionais para onde exporta. Fundada em 1921, a Sampedro é um dos maiores fabricantes para o sector de têxteis, para o lar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Sampedro é, nos dias de hoje, a mais antiga empresa de têxteis lar em Portugal, uma referência na produção têxtil a nível nacional e reconhecida como uma marca de confiança nos mercados internacionais para onde exporta.</p>
<p>Fundada em 1921, a Sampedro é um dos maiores fabricantes para o sector de têxteis, para o lar e hotelaria.</p>
<p>Com recurso às mais avançadas tecnologias têxteis, matérias-primas criteriosamente selecionadas e o apoio de uma equipa criativa especializada, a Sampedro desenvolve a sua atividade ao longo de todo o processo produtivo desde a conceção e desenvolvimento, preparação para tecelagem, tecelagem, branqueio, tinturaria, estamparia até ao acabamento e confeção.</p>
<p>Foi a primeira empresa, em Portugal, a produzir pano de lençol em xadrez, riscas e estampado e comemora este ano 100 anos de existência.</p>
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		<title>O poder de uma narrativa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Storica Livros Comemorativos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jan 2021 10:47:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[HISTÓRIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEMÓRIA EMPRESARIAL]]></category>
		<category><![CDATA[STORYTELLING]]></category>
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					<description><![CDATA[Sabemos a importância que o passado das instituições tem na relação entre estas e o seu público. Por isso, o nosso lema é: A História não é só passado. A história faz-se todos os dias e representa as suas ambições e as suas oportunidades. A história é o ontem, o hoje e o amanhã. É [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sabemos a importância que o passado das instituições tem na relação entre estas e o seu público. Por isso, o nosso lema é: A História não é só passado.</p>
<p>A história faz-se todos os dias e representa as suas ambições e as suas oportunidades.</p>
<p>A história é o ontem, o hoje e o amanhã.</p>
<p>É uma sensação de um livro que está por escrever. Há sempre algo mais.</p>
<p>Há sempre alguém a puxar por nós para escrevermos mais uma linha.</p>
<p>Ela nunca acaba.</p>
<p>É uma continuação.</p>
<p>Um bom contador de histórias deixa sempre uma pequena ânsia naquele que o ouve.</p>
<p>Ele não relata simplesmente uma narrativa, ele concebe vida e desejo.</p>
<p>Um bom orador também cativa e usufrui do significado dos pequenos detalhes.</p>
<p>Porque os pequenos detalhes fazem toda a diferença.</p>
<p>São eles que caracterizam as histórias.</p>
<p>Eles transcendem as palavras. É um reviver de momentos.</p>
<p>Se no Capuchinho vermelho, o capuz fosse de outra cor o nome deste conto já não faria sentido, se na Branca de Neve houvesse menos anões como representavam a diferença?</p>
<p>Isto é o poder de uma boa narrativa.</p>
<p>O segredo é mesmo este, não haver segredos. Todos têm uma história.</p>
<p>Só varia a forma como a contam. Como a narram.</p>
<p>Deixe a história da sua marca ser ouvida e contada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na STORICA captamos o melhor da sua empresa e transmitimos tudo em belas páginas de um livro.</p>
<p>Capture a história e o futuro da sua organização com um livro comemorativo.</p>
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		<title>A importância da Memória Empresarial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2020 03:26:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ESTRATÉGIA]]></category>
		<category><![CDATA[HISTÓRIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEMÓRIA EMPRESARIAL]]></category>
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					<description><![CDATA[Memória empresarial, memória corporativa ou memória organizacional são apenas variações da terminologia que variam em função do contexto mas que, no essencial, todas se referem ao “conjunto da informação produzida por uma organização com valor para reutilização”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando pensa em Memória Empresarial, que ideias lhe surgem? Sabe a importância deste tema para a valorização das empresas e das marcas? Quando falamos de memória empresarial, falamos de todo o tipo de informação que confere propriedade, legitimidade, e poder às empresas. Mas não só: a memória empresarial é também um património, e constitui em si mesma um referencial de valores, cultura, conhecimento e identidade próprios e, nesse sentido, pode ter um papel determinante nos processos internos de gestão, transformação e crescimento das empresas.</p>
<p>Tudo isto é importante. Mas, caso esteja ainda cético sobre estas ideias, fixe bem o seguinte: a memória empresarial é cada vez mais um recurso indispensável para a estratégia de comunicação e para a competitividade das empresas. E vale a pena dar toda a atenção a isso porque, cuidar da memória<strong> tem retorno.</strong></p>
<p>Posto isto, vamos tentar dar aqui algumas dicas sobre o que é, como se faz e para que serve.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O QUE É?</p>
<p>Memória empresarial, memória corporativa ou memória organizacional são apenas variações da terminologia que variam em função do contexto (fácil!) mas que, no essencial, todas se referem ao <strong>“conjunto da informação produzida por uma organização com valor para reutilização”.</strong> Esta definição muito sintética, que roubamos a Megill, um autor especializado nesta área, é ao mesmo tempo tão simples como curiosa.  A ideia de “reutilização” é a que nos parece mais interessante. Tem a ver com a possibilidade de revisitarmos determinada informação, preservada algures e, reciclando-a, decidir corretamente, resolver problemas, melhorar processos e até inovar. Pensar na informação como um recurso, ou a ideia de que a informação é “poder” é perfeitamente consensual. Concorda? E esse recurso, ao contrário de outros, não se esgota a cada vez que é utilizado, antes se valoriza!</p>
<p>Tente desviar-se das conceções da memória empresarial muitas vezes associadas a recordações nostálgicas, repositórios museológicos, arqueologia industrial… Não é tanto isso. Para as empresas, ter memória e cuidar dela, é um ativo.</p>
<p>Falamos de informação valiosa, exclusiva de cada empresa: mais que um currículo da atividade ao longo do tempo, é sobre a sua história, as origens, o saber e experiência acumulados, testemunhos, artefactos, conhecimento… E o mais provável é que esta informação esteja dispersa. Para a poder usar não basta possuí-la. Deve procurar dar-lhe uma forma e – muito importante – mantê-la acessível. E para recolher vantagens adicionais… é uma questão de a partilhar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>COMO SE FAZ?</p>
<p>O conceito de memória empresarial aparece muitas vezes associado à discussão de um problema mais abrangente sobre a gestão da informação, como seja o resgate, organização, conservação e partilha da informação. Esse é um tema delicado de que se ocupam muitas vezes os investigadores, historiadores e, particularmente, os arquivistas que, sobre isso, fazem um trabalho meritório. Sabemos, contudo, que a estes profissionais interessa essencialmente o valor documental dos fundos empresariais, material com valor histórico, e a sua preservação. Se tem material sensível na sua posse ou em risco de se perder, considere falar com um <strong>arquivista.</strong></p>
<p>Para nós, no entanto, importa aqui salientar sobretudo o potencial da memória empresarial na sua vertente utilitária; ou seja, como este recurso pode levar à obtenção de benefícios, seja na administração quotidiana das empresas, seja na elaboração de estratégias de comunicação, internas e externas. Esses são os argumentos mais eficazes para sensibilizar os empresários. É essencial que os líderes nas empresas compreendam a importância do tema, e que tomem eles próprios a iniciativa de proteger essa memória. Diga-se, a propósito, que o simples cumprimento da legislação não é suficiente.</p>
<p>Olhando para o contexto português, em que historicamente prevaleceram os ideais de defesa do património, é percetível a ausência nas empresas de uma tradição focada na preservação e no reconhecimento do potencial dos seus arquivos, quer para a história, quer para seu próprio proveito económico. Felizmente, esse cenário começa agora a mudar e são cada vez mais as empresas que apostam no levantamento do seu reportório memorialístico, o transformam, disseminam e materializam nos mais diversos formatos: <strong>edições especiais, eventos comemorativos, multimédia, minimuseus, exposições, publicidade, etc.   </strong></p>
<p>É por isso que, atendendo à finalidade dessas iniciativas/produtos, visando públicos e estratégias distintas, muitas vezes a gestão da memória empresarial é atribuída à área do marketing e da comunicação. Mas atenção, antes de se aventurar em incursões nessa área, lembre-se: O processo de preservação da memória empresarial (associação, instituição, clube, escola…), não se restringe a colecionar caixotes de papeis envelhecidos, dossiers empoeirados e algumas fotos antigas. E também não é apenas o impulso de criar produtos superficiais à volta disso.</p>
<p>O compromisso com a história obriga-nos à construção de narrativas autênticas para ativação da memória. Há formas responsáveis e criativas de se fazer isso (um livro é um bom exemplo), com os recursos e as competências ajustados a cada caso. Mas sempre implica um trabalho colaborativo, multidisciplinar, além de um planeamento estratégico de comunicação que envolve toda a estrutura da organização.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>PARA QUE SERVE</p>
<p>Uma vez resgatada a memória empresarial, o seu potencial é imenso. Na sua vertente utilitária, a memória desempenha o papel do conhecimento adquirido, através da organização e consolidação experiências e saber coletivos, dando suporte aos processos de gestão, inovação e aprendizagem.</p>
<p>Ao nível das estratégias de comunicação, a produção de narrativas a partir da memória e a multiplicação de iniciativas voltadas para o passado são vistas como formas eficientes para a estimulação de significados e geradoras de identidade. Contar a história de uma empresa e as muitas histórias de que ela é feita pode, por um lado, reforçar a coesão de funcionários em torno de certos valores, por outro, fornecer referências para autorreferenciação e legitimação exterior.</p>
<p>Um projeto de memória empresarial pode proporcionar um excelente momento para construir a identidade coletiva. As datas comemorativas mais importantes (50 anos, 75 anos…) têm servido de pretexto para as organizações partilharem a sua história, procurando nessas ocasiões, a formação de um sentimento coletivo de posse e de orgulho em relação à empresa ou marca.</p>
<p>Porém, importa destacar que os projetos de memória não são apenas um esforço de marketing e de comunicação, mas que cumprem realmente o seu papel de resgate, organização e interpretação da história da instituição. Muitas dessa iniciativas prestam um serviço essencial para a compreensão e estudo do desenvolvimento económico e social, dando reflexo da influência das organizações num contexto mais abrangente, regional ou nacional.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Contar a história é uma excelente forma de preservar e ativar a memória empresarial</strong></p>
<p>O risco de se perder o património empresarial, e com ele uma parte significativa da nossa própria história e identidade coletiva, é um problema ainda longe de estar resolvido. Se por um lado persiste essa ameaça, por outro, a negligencia com o passado, é simplesmente um desperdício incrível de oportunidade, na medida em que história e memória representam um recurso extraordinário para a prossecução de muitos objetivos nas organizações.</p>
<p><em>“Muitos, senão a maioria, dos problemas das organizações e empresas são problemas de informação. Se pudermos encontrar maneiras práticas de identificar e preservar a memória das organizações em que trabalhamos, as nossas vidas serão não apenas mais eficientes, mas também mais completas.”</em></p>
<p><em>Megill, KA. Corporate Memory. 2005</em></p>
<p>Portugal chega muito tarde a esta questão, e só agora começamos a ver alguns exemplos de uma maior sensibilização dos empresários para a importância da preservação da memória corporativa. A combinação de fatores, alguns económicos, sociais e políticos, outros tecnológicos, convergiram para tornar a identificação, preservação e reutilização (ativação) da memória corporativa ainda mais urgente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É preciso desmistificar a ideia de que só as grandes empresas e as muito antigas possuem e podem beneficiar da memória empresarial. A dimensão e a longevidade são atributos que, por si só, não podem garantir esses resultados. Manter viva a memória empresarial é essencial para que possa recolher todas as vantagens de uma história única; a sua.</p>
<p>Uma história não contada eventualmente, perde-se. Arquivá-la é prudente. Mas, o que verdadeiramente vale a pena é tê-la ao nosso lado, dar-lhe uma vida nova e fazer dela uma inspiração no dia a dia das pessoas. Para isso há uma coisa só a fazer: contá-la. Conte a sua história hoje mesmo. E deixe que a STORICA o ajude a fazê-lo de uma maneira especial.</p>
<p>Vamos a isso?</p>
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